Algumas poucas vezes na vida senti-me tão esmagada, oprimida, indefesa ou impotente como agora - a experiência diz que ainda me sentirei assim em algumas outras.
Aprendo a cada novo dia que a vida (em sociedade) nem sempre favorece a que consigamos exercer nossas plenas capacidades, de modo transparente, com inteireza e certos da validade e predominância dos justos propósitos, da ética e das possibilidades de efetivação da justiça.
Além do drama representado pelas injustiças sociais produzidas e reproduzidas rotineiramente, a que quase banalmente assitimos, acontecem-nos, ainda, fatos - a lá Kafka - que invertem caminhos e nos fazem prender a respiração para analisar: "Égua, em que mundo nós vivemos?"
O último mês certamente representará mais um hiato em minha história - no sentido de uma ponte entre o que eu era e o que virei a ser. Algo que ainda não consigo delimitar.
Entre desventuras outras, presencio um grande amigo, que é um profissional dedicado, uma generosa pessoa, entre outras qualificantes, ser esmagado pelas brechas, subjetividades, informações e relações obtusas e obscuras - minimamente - da Lei.
O professor John Souza - que é um estudioso da área de Ciências Sociais da UFPA, sociólogo, especialista em História e mestre em Ciência Política, além de um militante social ativo, sendo que atuamos juntos por longo tempo em um projeto que oferecia cursos pré-vestibulares a pessoas de baixa renda (cursinhos dito "populares), além de outras ações de interesse comunitário - está sendo desastrosa e levianamente acusado de ser o mentor intelectual, vulgo "mandante", de uma suposta "tentativa de latrocínio" - aproveito pra perguntar aos leitores entendidos se existe, objetivamente, e crime de "tentativa de latrocínio" previsto no Direito/Código Penal???
Desse modo, o professor John encontra-se atualmente privado de sua liberdade, como resultado de uma ação descabida, baseada em suposições, informações obscuras, julgamento e condenação prévias (na fase de instrução do inquérito policial) e muito preconceito.
Assisto revoltada, e um tanto anestesiada como se estivesse fora de órbita, como sendo um filme tenebroso que se repete independente da vontade da platéia, uma acusação descabida arrastar uma valiosa vida (em muitos sentidos) a um caminho de incertezas, de descrenças, de tristezas.
Acredito na verdade. Acredito na grandeza e altivez dos justos. Acredito no amor (que, inclusive, o professor John tem manisfestado em sua caminhada, através de sua generosa atividade voluntária).
Rogo a todas as manifestações de vida e de energia existentes em nosso Cosmos que sua vida seja reconduzida ao justo lugar!
Rogo ainda pela coerência das autoridades competentes, para que ajam na justeza do Direito, e, desse modo, pela garantia da credibilidade do Estado de Direito que todos nós, diaria e historicamente, ajudamos a construir!
quarta-feira, 15 de junho de 2011
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2 comentários:
Dilma,
É realmente muito difícil ver ele ser julgado dessa forma leviana.
Posso dizer, que as energias que ele costuma a canalizar, não estão direcionadas a esse tipo de fim.
Bjs;
Ronaldo Júnior
A Lei se torna cega para o obvio e mais uma vez a injustiça prevalece, o que o john esta passando não ha de ser nada pois a justiça de Deus tarda mias não falha, exemplos nos temos força amigão estamos torcendo por vc.
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